“Há algo errado com Esther”
Este é um clássico, acho que todos conhecem.
Lembro quando lançou, eu era criança, vi o trailer e queria assistir no cinema, mas, acabei não vendo, pois moro em uma aldeia onde as pessoas ainda usam cavalos e bois para se locomoverem. Logo, encontrar um cinema próximo é um trampo, ainda mais quando eu era criança.
Acabei assistindo no SBT, com minha mãe. Tanto eu quanto ela começamos o filme pensando "que menina fofa e inteligente" e terminamos com a sensação de "que menina desgraçada".
O filme segue o casal Kate e John, que, após a perda traumática de seu bebê, decidem adotar uma menina de 9 anos chamada Esther. Inicialmente, Esther parece ser uma criança inteligente e educada, mas eventos perturbadores começam a ocorrer, levantando suspeitas sobre sua verdadeira natureza.
Ao longo do filme, achamos que se trata de mais um filme sobre crianças "encapetadas", mas, quando Kate investiga mais para entender por que Esther é maluca daquele jeito, ela fica CHOCADA, e nós, que estamos assistindo, também. Tudo começa a fazer sentido, e o mais impressionante de tudo é que a história foi baseada em um caso real.
Dito isso, devo dizer que adoro Esther e Kate, duas personagens muito interessantes e inteligentes. Esther é uma vilãzona, que aos poucos vai dando sinais de sua insanidade e se tornando cada vez mais assustadora, ao mesmo tempo que é fofa, encantadora e inteligente. O passado sombrio da menina é tentado ser explorado na sequência (sim, esse filme tem uma sequência), mas falha…
Já Kate também é inteligentíssima. Ela é uma das poucas que percebe logo no início que há algo errado com Esther. Amo a cena em que ela tenta ensinar piano para Esther, e a menina se faz de boba, como se nunca tivesse tocado em um piano. Tempos depois, no decorrer do filme, Kate a pega tocando perfeitamente e fica chocada: "ué, você não disse que não sabia?"
Os filhos do casal também acabam percebendo. A menina mais nova, que é deficiente auditiva, acaba sendo a personagem que presencia várias atrocidades, mas não consegue contar por conta da deficiência e o medo.