Faz quase um mês que recebi essa recomendação por meio do excelente Refúgio Cult (inclusive, conheci muita coisa interessante por esse canal, recomendo). Fiquei muito curiosa para assistir e tive a oportunidade de ver agora.
O filme ficou bem hypado nesse meio tempo e, honestamente, acho mais do que merecido, pois é um excelente body horror. Esse é um gênero que eu não curto muito, pois sou meio nojenta, MAS vocês sabem que eu gosto do subtema “Pretty Hurts” e, inclusive, já trouxe aqui alguns filmes, como Helter Skelter.
A Substância mexeu comigo, pois afetou meu lado niilista, aquele que me faz pensar que a sociedade deu errado, e que os padrões que dominam a grande massa são tóxicos, irreais, e sei lá... Qual é o sentido de viver nessa realidade?
Mas, voltando à proposta do filme, aqui temos Elizabeth Sparkle, uma atriz super famosa de Hollywood que está fazendo 50 anos e, simplesmente, sendo descartada pela indústria para dar lugar a uma substituta mais jovem e bonita.
Ela fica arrasada, sofre um acidente e acaba conhecendo um enfermeiro que diz que ela é uma ótima candidata para testar uma substância. Ela recebe um anúncio que diz que, ao tomar a substância, ela se tornaria a versão perfeita dela mesma. Inicialmente, ela acha aquilo uma bobagem, mas, no desespero, acaba indo atrás dos misteriosos anunciantes da substância e toma. A partir daí, “nasce” dela mesma, Sue, uma versão mais jovem e “perfeita”.
Teoricamente, as duas são a mesma pessoa, mas não dividem a mesma consciência. Elas precisam uma da outra para existir, e o que parecia um sonho inicialmente começa a virar um pesadelo. Quanto mais Sue cresce, Elizabeth desaparece, e deve existir um equilíbrio entre as duas, que não é respeitado por conta do ego exacerbado de Sue e da insegurança gigantesca que cresce em Elizabeth.
Enfim, achei o filme interessante, me prendeu. Acho que a forma como tudo se conduz para o desastre é muito bem feita. E o final é simplesmente chocante, mas totalmente necessário, porque essa é a intenção do filme: criticar, chocar, satirizar, fazer refletir e causar um mix de sentimentos no telespectador. Muito adorável